"Biii biii.....biii biiii"
Soa de fora da igreja uma buzina enquanto o padre pregava sobre as coisas divinas e mundanas.
E ela ri, se alegra! As pequenas mãos agitadas vao de encontro uma a outra, tão pequenas e singelas que seu som só é sentido por quem estava perto e bem atento. Ela sorri. Aqueles pequenos olhos, transbordando a ingenuidade e inocência típicas a idade, brilhavam tão intensamente quanto a luz da lua refletida nas gotas da forte chuva que caía. Ela cutucava a mãe, sem parar. Menina singela, das boxexas redondas como os sonhos mais gostosos da padaria, do cabelo liso,longo e intensamente negro,noturno. Por um segundo,trocamos olhares, ela me espiava naquele misto infantil de estranhamento e inocência ; eu admirado pela seu respirar ingênuo, sem ainda saber ,sem ainda ouvir o que me deixaria tocado de uma maneira ímpar.
Ela cutucava a mãe, sem parar:
Mamãe,mamãe! O algodão doce mamãe!Algodão doce!!Eu quero"
Eu também quis, e ele disse amém enquanto a turba abençoada perdia o real momento sagrado da vida.
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